Do coelho brasileiro ao quadrinho


O Google diz, Tapiti (sylvilagus brasiliensis) é nada mais que o coelho brasileiro, igual aos outros coelhos sob às vistas descuidadas, mas na medida que ele é do Brasil, se torna singular. Mal sabe dele de sua existência problemática (existe tapiti fora do Brasil ou ele vira só coelho mesmo?) o mesmo diria quanto à tradição de quadrinhos brasileiros. Como um bobo alegre, o fazer quadrinhos atravessa décadas e séculos, cruzando estados às salpicadas, semeando esta terra abençoada por Deus, porém, talvez saibamos tão pouco sobre seus desejos e fardos...

Quem dará nome aos tapitis? Escolho a saga penosa da originalidade, onde a lebre busca em todas as lebres que já existiram a sua semelhança, mas muito longe de abrir mão de sua diferença, seu nome secreto. Não se precisa entender, mas sim, sentir, que não adianta esconder o retrato de nossos pais ao mesmo tempo que eles estampam o nosso reflexo no espelho. O desafio de se criar os mais belos quadros é justamente como neles nós estaremos enquadrados. 

Aonde quero chegar com coelhos, lebres e tapitis? Se hoje, sob a ganância digna de piratas, miramos um império brasileiro de quadrinhos, pois estes, não tomam para si problemas que não lhes pertencem, são os tijolos que constroem as paredes mais forte. A vida do coelho pardo é curta, e não convêm continuar a insistir no gato por lebre.

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