Voldemort: Origins of the Heir (2018) - Primeiras impressões

 
Se vacilar, este deve ser o primeiro filme que eu vejo no ano. E pelo que vejo, será um ano muito prospero neste requisito, mas vamos lá. Faz poucas horas que acabei de ver o filme feito por fãs sobre o universo narrativo de Harry Potter, Voldemort: Origens of the Heir, em tradução livre, A origem do herdeiro. O filme lançou hoje, 13 de janeiro de 2018, mas desd meados de 2017 que se falava desse filme, havia circulação dos trailers pelas fanpage e o YouTube vez por outra recomendava dá uma conferida quando saísse, e cá estou seguido os rastros do hype.

Percebe-se o tempo inteiro que os criadores do tinham em mente algo que invocasse a grandeza dos filmes da Warner, os cenários são espetaculares, bem como os efeitos especiais. A produção é um parceria entre um grupo de fãs da saga juntamente com uma produtora independente, a Triangle Films, pelas informações que consegui pescar, trata-se de um projeto italiano, que almejou lançar o filme como oficial, contudo a Warner apenas permitiu que fosse lançado como uma produção sem fins lucrativos. O resultado é este que estou vendo: é o vídeo mais visto no YouTube, realmente trata-se de um projeto ousado que foi muito bem pensado e executado.

Agora com o filme fresco em minha mente, existe pequenos pontos fracos, como detalhes de caracterização de interiores e figurino, no qual dava pra sentir que se tratava de itens de vestuário e decoração comprados naquelas lojas que vendem coisas para fãs e colecionadores, poderia ser muito pior, mas também não é nada que perturbe a experiência.  A criatividade que usaram para enquadramentos oscilava entre o criativo e o esquisito. Estranhei muito que uma cena de interrogatório se passou num corredor, com certeza foi por causa da luz, que era linda, mas em vários momentos, parecia um hospital público daqui do Brasil fazendo triagem. Ao mesmo tempo houve muitas cenas bem montadas que driblaram com maestria a falta de orçamento.

Falando nisso, outra coisa que há muito o que se comentar é o enredo, o cheiro de fanfic é forte, porém é muito bem feito a sua maneira. Eles utilizaram eventos do sexto livro, meu favorito aliás, percebe-se pelos detalhes que houve coisas reescrita, como também há cenas tal qual no livro, o que ficou muito bem adaptado, por assim dizer, pois no fundo, é um história quase que toda nova. A novidade, que não é bem uma novidade, foi a adição de uma trama quase policial no meio desses acontecimentos. Um mérito foram as reviravoltas da trama, que são poucas, mas funcionaram, o filme como um todo se mostra sem muitas ousadias de forma e estrutura, porém a compensação fica pela boa execução.

A parte dos russos soviéticos achei que ficou mal colocado, mas funciona. Na obra de Rowling, uma das relíquias estava perdida numa floresta, seria até mais fácil segui esse nível de simplicidade, enfim, seria spoiler violento comentar mais sobre essa parte soviética da história. Isso leva também ao problema da linha do tempo, não se sabe em que década acontece essa trama, pelo menos eu não consegui entender. Nas minhas contas, era pra trama acontecer nos anos 60 ou 70, já que a história de Harry acontece durante os anos 90, enfim, sobre essa parte preciso admitir que boiei bonito.

Com relação aos personagens, a protagonista é Grisha McLaggen, herdeira do fundador da casa da Grifinória, ela é amiga apaixonada por Tom Riddle, segundo a própria, a única pessoa que gostava dele. Ela, Tom e mais dois personagens, cada um descendente de um fundador da escola Hogwarts, formavam uma espécie de clube. Algo que não convenceu foi a motivação para tal clube existir, pelo menos a atuação não deixou transparecer o desejo de união para proteger o mundo bruxo que está no roteiro. A atuação diria que ficou mediana, não gosto muito de julgar um tipo de trabalho que não tenho conhecimento satisfatório sobre, mas enquanto público-alvo, fã de Harry Potter, achei a coisa mediana, nada não muito destoante da atuação dos protagonistas da saga oficial, se dependesse de mim, estaria todos perdoados.

Sem dúvidas o trabalho envolvido neste projeto tinha como meta o espírito dos filmes oficiais, bem como a própria obra original. Aqui vemos um recorte muito bem feito, pois qualquer deslize poderia deixa a coisa tosca, pelo contrário, o que vemos também é uma homenagem bem feita à complexa e delicada trama que anima o conjunto que é a saga Harry Potter.

E acho que é isso.  Ah sim, algo que não sabia era que há outros fanfilm do universo Harry Potter no YouTube, muitos deles legendado em português. Este também já foi lançado legendado em português, e imagino que este filme foi filmado em italiano, depois foi dublado pro inglês, a sincronia entre som e imagem tem oras que ficou estranho. Mas no fim isso é tudo muito positivo para um universo tão bem criado por J.K. Rowling, seria um pena muito grande deixar cair no esquecimento tão facilmente. Interessante ver como há muito o que se explorar, quantas leituras e releituras podem ser feitas, e como esse sistema colaborativo pode ser muito bom para artistas e técnicos de várias áreas. Aliás, já aguardo o próximo filme desses criadores, e de outros também. Vamos celebrar!

Se você ainda não viu o filme, essa é sua chance:

Bons momentos de 2017


Como faz um tempo que eu não posto coisas nas redes sociais, aqui mais ainda, decidi fazer uma listinha com fanart de coisas boas que aconteceram neste ano de 2017. Como também, gostaria de fazer alguma lista dessas sobre 2018, sobre coisas que eu espero, pois é muito difícil eu criar expectativas sobre lançamentos.

Vai ter de tudo um pouco, videogame, cinema, música, etc.

Também é importante salientar que não é uma lista de melhores do ano, ou top 4 (são só quatro fanart), a lista nada mais é que um compilado de bons lançamentos que eu pude apreciar e ser feliz, risos. Espero que vocês também tido bons momentos este ano de 2017, sinta-se a vontade de usar o comentários para compartilhar os seus bons momentos.

Para ver mais clique em Mais Informações.

O último dos Resident Evil: 0


Olá queridos, vi que precisava dá logo um fim neste pequeno texto comentando minhas impressões sobre o jogo remasterizados do Resident Evil 0. Então lá vai:
 
Faz uns meses que terminei de jogar Resident Evil 0 HD Remaster, 10 anos depois do lançamento original, foi daí que eu pude ter a experiência que faltava com relação à serie. Não consigo ver com muita relevância o que o outro jogo remasterizado simultaneamente, Resident Evil Remake, é para as vistas de uma parte dos fãs da serie, diria que ele é muito mais um encerramento (uma homenagem) do que renovação com relação ao que Resident Evil 4 trouxe a também sei lá quantos anos atrás. Segundo a notícia do REVIL, RE:0 teve vendas significativas nas versões digitais e não é de se surpreender que a Capcom pegou a dica no ar e agora temos Resident Evil VII. Diante dos fatos, fico ponderando aqui comigo sobre o que há nesse jogo que se destacou tanto.

Acho que sei o porquê de Resident Evil 0 HD ter feito sucesso considerável.
É fácil dizer que tudo foi mérito do medo, como muitos disseram. Eu discordo, enquanto jogava tive muito poucos sustos, muitos poucos mesmo, e olha que sou alvo fácil, mas com certeza o jogo faz você entrar numa viagem no tempo, não sei para os jogadores mais novos, mas tudo que é clássico na série, estava lá: as dificuldades de carregar itens, armas e etc, o vai e vêm entre corredores, as salas barrocamente decoradas, os inimigos estranhos (aqueles sapos : S), outros até conhecidos, etc, etc. Sem contar que a questão da aventura compartilhada entre dois personagens principais, foi um grande diferencial. Sobre o enredo, lembro que época soava piegas, e meio que lugar comum, mas vendo hoje os enredos megalomaníacos, ver a história se focar em pequenas proporções chega a ser um alívio.

Cenário de uma laboratório tipicamente Resident Evil clássico.
Ainda não joguei Resident Evil VII, não estou nenhum pouco instigado pra tanto, o efeito que a Capcom queria não funcionou muito comigo. Espero que eles continuem a investir na remasterização e/ou remake de Resident Evil 2, que aliás, ainda duvido muito que teremos notícias em breve, mas acho que vai ser bom de qualquer jeito. Também não sou muito adepto à nostalgias, porém este caso acabou sendo diferente para mim e para muitos outros porque não jogamos RE:0 no Game Cube , é como recuperar o tempo que nos foi roubado da serie. Sei que o que disse é muito piegas, mas digo não há outra forma de expressar a experiência boa que tive com esse jogo.


É isso. Finalmente postei este texto!
Espero que gostem e comentem o que vocês acham de jogos de terror.
Oráculo : D

Inspire-se em uma mulher


É uma pena que preciso escrever isso com pressa, o cotidiano sabe ser cruel a sua maneira. Hoje é o Dia Internacional da Mulher, e acho que apesar do fato egoísta de pensar que há só um dia da mulher, e não todos os dias, existe muito mais além disso. Se hoje vivemos em tempos de imposição, é principalmente com a vontade de não repetir os erros do passado, e como não podemos mudar muito além do que o braço alcança, há muito valor em romper essa película que nos distancia das vozes dos outros.

Na verdade o post tem outro objetivo além dessas divagações. Gostaria de falar um pouco sobre o papel das artistas mulheres em nossas vidas. Todo artista carrega em sua memória aqueles artistas que se tornam símbolos de imortalidade por justamente suas obras sempre serem citadas, copiadas, exaltadas como arte por excelência. Estranho bastante como vez por outra vejo artistas homens e mulheres evitarem identificar o seu trabalho com o trabalho de artista mulheres pois ainda é propagado que mulheres não produzem a arte que não é o suficiente, pelo menos não o suficiente para inspirar outros artistas. Podemos culpar muita gente, muitas circunstâncias, podemos dizer que o mercado às escondem, que elas se fecham em pequenos nichos, mas até nos círculos mais restritos vemos as mulheres artistas esquecidas por outros artistas homens e mulheres. Até porque sempre há um homem melhor, porque eles se destacam por critérios que eles mesmo criaram, porque ainda até nos espaços de crítica, a visão de um certo tipo de homem é inquestionável; "porque eles são fodas" é o que dizem e por isso fica.

Virginia Woolf em seu último ato de criação
Quando falamos em influência não devemos nos fechar em identificações básicas, cada artista traz uma obra que ecoa uma voz que nos mostra uma forma de melhorar a realidade que me rodeia. Por que não além de entender o artista, não entender as nuances das obras que el@ fez? Muito se incentiva e idolatra as mulheres que fazem arte, elas são divulgadas, e suas biografias virão lendas, mas o que de fato queremos de suas obras? Estranho ver como artista como Frida Kahlo e Virginia Woolf serem muito mais celebradas como personas do que como aqueles artistas no qual preferimos discutir suas obras, pelo o que elas são, o peso que elas trazem às nossas vidas, entre outras coisas.

Acho que só Virginia Woolf poderia ter pensado algo tão lindo assim.

Sempre lembramos das mulheres mães, filhas, irmãs, mas onde estão as mulheres artistas em nossas memórias? Eu, como homem que se propõe artista, adoraria ser tão bom no ofício que escolhi como muitas mulheres. Luto todo dia para que eu seja tão bom como a Björk, Ai Yazawa ou Clarice Lispector mesmo sabendo que morrerei no meio do caminho, porque sei que caminhamos cada uma a sua maneira, e porque principalmente suas obras valem a pena. Elas nos dão tanto sem pedir nada em troca: e assim será.

E é isso,
Oráculo

Clock Tower: Jogos do subsolo


Provavelmente esse jogo já tem muitas análises e reviews, entre outras formas de comentários sobre ele, contudo compartilho com vocês a incrível experiência que tive com esse jogo, porque na verdade acho mais que importante continuar a falar sobre jogos de videogame que superam a expectativa comum, pois precisamos manter o que achamos preciso nos games, e Clock Tower (1995) é uma joia rara. Clique em Mais Informações para continuar : )

O natal de Virginia Woolf ~ Uma Webcomic

Olá queridos,

Como comemoração deste Natal de 2016, fiz uma adaptação de um trecho dos diários dessa incrível e lendária escritora de todos os tempos : 3, Virginia Woolf, que me chamou muita a atenção. Para situa-los, no Natal de 1931, era plena Segunda Guerra Mundial, e Lytton Strachey, grande amigo da escritora, estava muito doente. Espero que gostem e clique em MAIS INFORMAÇÕES para ver a história completa.

Do coelho brasileiro ao quadrinho


O Google diz, Tapiti (sylvilagus brasiliensis) é nada mais que o coelho brasileiro, igual aos outros coelhos sob às vistas descuidadas, mas na medida que ele é do Brasil, se torna singular. Mal sabe dele de sua existência problemática (existe tapiti fora do Brasil ou ele vira só coelho mesmo?) o mesmo diria quanto à tradição de quadrinhos brasileiros. Como um bobo alegre, o fazer quadrinhos atravessa décadas e séculos, cruzando estados às salpicadas, semeando esta terra abençoada por Deus, porém, talvez saibamos tão pouco sobre seus desejos e fardos...

Quem dará nome aos tapitis? Escolho a saga penosa da originalidade, onde a lebre busca em todas as lebres que já existiram a sua semelhança, mas muito longe de abrir mão de sua diferença, seu nome secreto. Não se precisa entender, mas sim, sentir, que não adianta esconder o retrato de nossos pais ao mesmo tempo que eles estampam o nosso reflexo no espelho. O desafio de se criar os mais belos quadros é justamente como neles nós estaremos enquadrados. 

Aonde quero chegar com coelhos, lebres e tapitis? Se hoje, sob a ganância digna de piratas, miramos um império brasileiro de quadrinhos, pois estes, não tomam para si problemas que não lhes pertencem, são os tijolos que constroem as paredes mais forte. A vida do coelho pardo é curta, e não convêm continuar a insistir no gato por lebre.